Atividades

O Projor mantém atividades e projetos voltados à reflexão e ao aprimoramento da prática jornalística em parceria com veículos de comunicação, jornalistas profissionais, estudantes de jornalismo e jornalistas cidadãos. Conheça algumas dessas iniciativas.

 

Fundado em 1996 por Alberto Dines com o apoio do então reitor da Unicamp, Carlos Vogt, o Observatório da Imprensa é o único veículo jornalístico independente dedicado à crítica da mídia brasileira. Entre 1996 e 2015, Dines apresentou o programa semanal do Observatório da Imprensa nas emissoras públicas TV Cultura, TVE e sua sucessora, TVBrasil/EBC.

 

Concebido como um fórum de opiniões, os artigos publicados no site não refletem necessariamente as opiniões do Observatório. Buscamos publicar os textos recebidos como parte do nosso compromisso com a diversificação das fontes de informação.

 

Como ninguém é dono da verdade, a melhor forma de buscar a objetividade é através do contato com perspectivas e opiniões diferenciadas, o que nos permite neutralizar o discurso do ódio e da intolerância.

 

Trata-se de um projeto inédito de jornalismo de dados para mapear os veículos produtores de notícias – especialmente de jornalismo local – no território brasileiro. A primeira fase do Atlas da Notícia visa identificar veículos que mesmo esparsamente publiquem notícias de interesse público – sejam impressos ou digitais – e com periodicidade diária, semanal ou quinzenal.

São produtores de notícias sobre a prefeitura e a câmara municipal e temas como contas públicas, saúde, educação, segurança, mobilidade e meio-ambiente.

O Atlas da Notícia é inspirado no projeto America’s Growing News Desert, da revista Columbia Journalism Review, que mapeia a presença de jornais nos Estados Unidos em meio à disrupção do modelo de negócios causada pela revolução digital, que por sua vez tem provocado o fechamento de diversos veículos jornalísticos.
  
Numa segunda etapa, nos dedicaremos à análise qualitativa dos dados, buscando avaliar o tipo de cobertura realizada, assim como a crescente migração dos veículos para o meio digital.

Compreender a transformação do jornalismo local é especialmente importante numa época em que a sustentabilidade financeira do ofício de apurar, editar e publicar notícias está ameaçada.

 

Idealizado por Alberto Dines em 2013 e realizado em parceria com o Google e a Fundação Ford, o Grande Pequena Imprensa (GPI) é uma iniciativa pioneira no país que visa fortalecer o jornalismo regional e local em meio à revolução digital, que ameaça a sobrevivência de veículos do interior do país. Segundo Dines, o grande objetivo do GPI é “contribuir para a desconcentração da mídia brasileira através do fortalecimento dos pequenos e médios jornais”.

 

Em 2015, as aulas online do GPI reuniram cerca de 450 alunos distribuídos por grande parte do território brasileiro. Desde então, a comunidade interessada no tema recebe atualizações por meio de um grupo que o GPI mantém no Facebook. Em 2016, publicamos o Manual GPI de Eleições, que reúne conceitos básicos sobre políticas públicas municipais e ferramentas de jornalismo de dados.

 

É o capítulo brasileiro do Trust Project, um projeto que elabora estratégias digitais para que os pilares básicos do jornalismo sejam cumpridos: servir à sociedade com relatos confiáveis, inteligentes e tangíveis.

 

Situado no Vale do Silício, junto à universidade de Santa Clara, o projeto usa a tecnologia para evidenciar o que concebemos como a reportagem confiável – precisão, transparência e inclusão – pemeando as práticas jornalísticas, suas ferramentas e plataformas. No Brasil, o projeto é realizado em parceria com a Unesp e tem o patrocínio do Google​.

O Credibilidade tem uma dupla missão: 

  • refletir sobre a fragmentação da narrativa noticiosa no ambiente digital 

  • desenvolver ferramentas e técnicas para identificar e promover um jornalismo digital confiável e de qualidade

 

Os membros do consórcio de mídia do Credibilidade em 2017: ​

 

O projeto Impacto.jor visa medir, acompanhar e compreender o impacto que as notícias provocam na sociedade. Idealizado pelo jornalista Pedro Burgos, a iniciativa usa uma metodologia inspirada no trabalho das maiores ONGs de jornalismo investigativo dos Estados Unidos, entre elas o The Marshall Project e a ProPublica.

 

Lançado no Brasil em julho de 2017, o Impacto.jor é uma parceria do Google News Lab com o Projor, que faz a gestão do projeto em cinco redações:

 

Algumas das questões que o Impacto visa responder: quantos milhões de reais já foram economizados porque um jornal denunciou um esquema de desvio de dinheiro? Quantas vezes o Ministério Público foi estimulado a apresentar denúncias que surgiram do trabalho jornalístico? Quantas organizações sem fins lucrativos já receberam ajuda porque uma equipe de repórteres foi lá contar sua história? De que forma as publicações estão envolvidas nos debates travados nas redes sociais?


A relevância do tema para as redações foi evidenciada por um estudo publicado pelo Centro Tow da Universidade de Columbia nos Estados Unidos. A pesquisa apontou que um número crescente de veículos aposta que o impacto, ou uma mudança no status quo resultante da intervenção causada pelas redações, é crucial para sustentabilidade do negócio jornalístico a longo prazo.

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